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Sobre a minha nova faPara começar, não encontrei um amor e resolvi ficar por ele. Poderia ter sido, mas não foi. Na teoria, minha viagem finalizaria no final de junho e ainda me faltaria passar pelo norte da Argentina, mas eis que tudo mudou e ficarei no Chile uma temporada. O motivo? Uma proposta de trabalho como gestora de turismo em uma agência.

Sou turismóloga e com a minha experiência atuando em vários setores do turismo consegui conciliar minha profissão com meu estilo de vida. Hoje, empreendo e crio novas possibilidades de trabalho, atuando em diferentes segmentos como gestora, consultora, palestrante e claro, blogueira. Por não ter um emprego engessado estou sempre me reinventando profissionalmente. Meu retorno financeiro é o necessário para viver tranquila, nem mais nem menos. Não sou uma pessoa consumista e a minha expectativa financeira está longe de ser a mesma da pessoa com uma “rotina normal”. Afinal, não tenho casa, filhos, carro, contas fixas e outros compromissos financeiros. E tão pouco quero acumular coisas…

Já faz 3 anos que vivo como nômade, sem endereço fixo. Embora tenha uma base em Brasília, nesses últimos anos sempre me instalei na casa de amigos (que são como minha família). Aprendi viver com o necessário e mais uma vez, no deserto mais árido do mundo, estou começando uma nova história com apenas uma mochila.

É preciso ser desapegada para viver um estilo de vida assim, reconheço. Tenho o desapego como um grande mestre que me traz grandes desafios e muitos aprendizados. Essa mudança constante me fez uma pessoa mais receptiva e completamente adaptável. Vivo uma outra relação com o tempo e espaço, pois de certa forma estou sempre recomeçando. Também existe a parte ruim, de sempre deixar para trás pessoas e lugares. As despedidas são constantes. E sinto muito de estar longe das pessoas que amo em seus momentos importantes. Além disso, é muito difícil se relacionar com alguém pois em algum momento estarei indo embora. Mas o tempo me ensinou esperar e me entregar verdadeiramente quando estou com alguém, pois sei que por enquanto será passageiro.

Se eu quero essa vida para sempre? Não. Quero tempo para completar ciclos e em algum momento sinto que chegará a hora de pausar. Mas enquanto estiver vivendo dessa forma, espero ser surpreendida todos os dias por aquilo que posso me transformar. Tão pouco tenho grandes ambições e sonhos colossais, quero realizar sonhos diários e ser feliz no meu aqui e agora! Meus sonhos são coletivos e talvez, por esse motivo, precise estar sempre em movimento. Acredito na construção de um mundo menos competitivo e mais colaborativo, onde os modelos hierárquicos vigentes sejam substituídos por mais tolerância, respeito e inclusão. Onde possamos construir coletivamente um lugar comum que integre com respeito todos os seres. Se estamos abertos para as oportunidades, o Universo se abrirá para nós.

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