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Com cenários cinematográficos a Chapada dos Veadeiros tem paisagens de tirar o fôlego! A singular beleza da região é uma das formações geológicas mais antigas do planeta, com cânions, vales, veredas, cavernas e cachoeiras deslumbrantes! E por falar em cachoeiras… uma das mais bonitas do Brasil está ali no cerrado: a cachoeira Santa Bárbara.

Ao contrário do que muitos pensam a cachoeira não está localizada em Alto Paraíso e sim, no Quilombo Kalunga Engelho II, município de Cavalcante. De Cavalcante até o povoado são 22km de estrada de terra.

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Povoado do Engenho II: tudo muito simples, mas com muito amor

Cavalcante 

Cavalcante está localizado a 320km de Brasília e embora abrigue 70% do território do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Cavalcante é bem menos conhecida que seus vizinhos Alto Paraíso e a Vila de São Jorge. No entanto, a região vem se consolidando cada vez mais como um dos destinos mais procurados de quem viaja para Chapada dos Veadeiros.

O município abriga mais de 100 cachoeiras catalogadas, a maioria acessível por trilhas, e também destaca-se por conservar e preservar o Patrimônio Cultural Kalunga. Um lugar singular, que merece ser visitado!

Engenho II

Outra informação equivocada é de que a Cachoeira de Santa Bárbara fica em Cavalcante. Não fica. Localizada no município de Cavalcante, fica mais próxima do povoado do Engenho II, a 22 km da cidade. Já ouvi muitos relatos de viajantes que chegaram em Cavalcante, sem veículo próprio, e tiveram dificuldades de chegar nas cachoeiras do povoado, achando que era bem perto.

Cavalcante oferece mais estrutura como bancos, posto de saúde, posto de gasolina, restaurantes e opções de hospedagem. Mas se quiser ficar mais próximo das cachoeiras como Santa Bárbara, Capicara, Candarú e do Rio do Prata, a melhor opção é ficar no povoado. Apesar de não oferecer quase nenhuma estrutura, é uma opção mais econômica e poderá ficar mais próximo da comunidade kalunga. Tudo no povoado é muito simples e rústico, mas o povo kalunga é super acolhedor! Descendentes de escravos, preservam o legado de uma cultura ancestral que pode ser facilmente identificada por suas tradições.

As hospedagens são apenas em camping e casas alugadas; e os restaurantes são todos familiares, geralmente na própria casa dos nativos. Que a propósito, a comida é maravilhosa, feita no fogão à lenha.

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“Atenção: meus amigos aqui é uma parada de ônibus”

Como chegar

Carro: A partir de Brasília são 322km de estrada asfaltada. Seguir em direção a Teresina de Goiás, pela GO-214. De Cavalcante são 22km de estrada de terra, na estrada em direção a Minaçu. Fique de olhe na bifurcação e entre pela direta para chegar em Engenho II. Vá com atenção pois não tem muitas placas indicativas.

Ônibus: Da rodoviária de Brasilia saem ônibus direto para Cavalcante pela Empresa Santo Antônio (61) 3234-8774. Ver preço e disponibilidade de horários com a empresa.

Distâncias:
322 de Brasília
142 de Alto Paraíso
22km de Cavalncante

Centro de Atendimento ao Turista

Para preservar os atrativos naturais, os moradores e guias organizam os passeios para as cachoeiras sendo obrigatório o acompanhamento de um condutor para fazer as visitações. O CAT abre às 8h e quando há uma grande quantidade de grupos esperando é feito um sorteio para selecionar qual sairá primeiro. O preço médio para grupos de até 8 pessoas é R$100.

  • Dê preferência por guias da própria comunidade. Ou seja, contratando um guia kalunga você incentiva o turismo regional sustentável e ajuda na econômica local.
  • Durante a alta temporada e feriados pode haver fila para contratar um guia. ATENÇÃO NESSA DICA-> A Cachoeira de Santa Bárbara têm limite de pessoas por dia.
  • O tempo de visitação na Cachoeira de Santa Bárbara é de 1 hora.
  • No CAT você pagará pela taxa de entrada nas cachoeiras + guia
  • Respeite as regras locais e ajude a preservar esse santuário natural.

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Como chegar na Cachoeira de Santa Bárbara

Depois de passar no CAT, contratar o guia e pagar a taxa, você tem a opção de seguir a pé por 6km. Outra opção, com condução própria, ir até o “estacionamento” (1km) e contratar um translado local (R$10) que levará por mais (4km), de onde seguirá a pé por mais (1km). Se o seu carro for tracionado, pode ir direto até o ponto de saída para trilha. Mas lembre-se, é necessário cruzar o rio duas vezes. Em épocas de chuva a água pode chegar até o joelho.

Cachoeira de Santa Bárbara

Antes de chegar na cachoeira principal, a primeira parada é na pequena queda chamada de Cachoeira Santa Barbarinha. Geralmente a parada ali dura 15 minutos, mas eu recomendo ir direto para Santa Bárbara para aproveitar com calma a cachoeira principal.

Apesar de ser famosa por sua tonalidade de cores: azul celeste ao verde esmeralda, as cores variam dependendo da época do ano. A melhor época para vê-la com cores fortes é na época da seca, de maio a setembro. Mas também não é regra! Estive lá em março, chovia um pouco, e olha a cor da água que encontrei?! Se quiser ver o poço com sol é recomendado ir pela manhã, entre as 9h e 14h.

Por ter um tempo limite de visitação, geralmente, os guias já incluem no pacote do dia a ida até a Cachoeira Capivara. Nessa cachoeira você poderá aproveitar com mais calma e a cachoeira também é impressionante! O carro chega até bem próximo da trilha e na época de seca a água fica transparente.

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O primeiro poço é a Cachoeira Santa Barbarinha

Taxa de entrada

A taxa é de R$20 por pessoa que permite visitar até duas cachoeiras no mesmo dia: Santa Bárbara, Capivara ou Candaru.

Os visitantes que estiverem acampados no povoado, pagam a taxa de visitação apenas uma vez, independente do número de dias e quantidade de cachoeira. Essa dica é boa, hein?!

Hospedagem

Pela proximidade dos atrativos e pela oportunidade de ficar mais próximo(a) da comunidade quilombola, eu recomendo que fique hospedado(a) no Engenho II. Além de poupar os quilômetros que irá gastar para sair de Cavalcante e chegar no povoado, vai acordar no povoado Engenho, sair bem cedo para Santa Bárbara e encontrá-la vazia. Particularmente, acho muito corrido e cansativo ir de Alto Paraíso e/ou São Jorge e voltar no mesmo dia.

Fiquei hospedada na casa do Camping Santa Bárbara. O camping é um dos mais estruturados da comunidade com sombra, banheiros limpos com água quente e cozinha compartilhada. Caso queira mais conforto, pode alugar a casa que dispõe de sala, 2 quartos (com colchão extras) e cozinha. Para reservar entre em contato com a Bel (proprietária): bellkalunga@hotmail.com ou (62) 9654-9921 / 9601-6351.

Os demais campings são bem simples, nos quintais da casa dos nativos. Mas pode ter certeza que o acolhimento e atenção do anfitrião será o mesmo em qualquer lugar!

Alimentação

Lembrando que toda estrutura da comunidade é bem familiar e pode ser que na alta temporada os restaurantes não dêem conta da demanda e falte comida. Acontece. Já na baixa temporada os restaurantes funcionam de acordo com a demanda: se tem gente, tem comida. Se não, não tem. A dica é escolher um restaurante antes do passeio e avisar antes de sair. A melhor sensação da vida é chegar faminto dos passeios e já ter aquela comida pronta no fogão a lenha. No meu caso, como fui na baixíssima temporada, toda vez que saíamos para um passeio já acertávamos o almoço com a Minelci (esposa do nosso guia), que tem um restaurante familiar em casa. Super recomendo o Restaurante da Minelci, com sua comida dos deuses! O preço médio da refeição é de R$25,00 à vontade.

Outra dica, que nesse caso é sobremesa, é o bolo de pote da Januária (no restaurante em frente a escola).

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Não deixe de ver o meu vídeo em Santa Bárbara:

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18 Comentários

  1. Estela
    31/01/2017 at 23:53 — Responder

    Cris! Essa indicação de hospedagem é na própria comunidade ou próximo? Caro?

    • 02/02/2017 at 0:04 — Responder

      Olá Estela, é na própria comunidade. Não lembro exatamente quanto pagamos, mas alugamos a casa e contratamos os passeios por um preço super justo.

  2. M. Rubens Xavier
    05/01/2017 at 14:51 — Responder

    Cris, tudo bem? Parabéns, lindo passeio e lógico, seu blog.
    Somos em 03 viajantes de moto, e nossas motos são big-trails (Vstrom650, Triunph1200 e NC700), e consequentemente não preparadas para alguns terrenos devido ao peso. Você consegue nos dar algum parecer sobre esse passeio, até onde conseguiremos chegar de moto? Se é viável ou não ir de moto?
    Grato
    Rubens

    • 09/01/2017 at 0:15 — Responder

      Olá Rubens,
      eu não conheço nada de moto para te auxiliar nesse sentido. Mas se te ajuda, quando fui para o Engenho II pela primeira vez fui em uma Lander e foi de boa. A estrada é de terra e em épocas de chuva fica bem ruim, seria legal você dar uma olhada com alguém que entenda melhor. Boa sorte!♥

    • 13/01/2017 at 12:55 — Responder

      Olá Rubens, lá as big não se darão bem, vi muita cross por lá e as 125, rsrs. Mas dá para conhecer outros locais com elas, por exemplo a Catarata dos Couros, estrada de terra em melhores condições.

      • 02/02/2017 at 0:36 — Responder

        Olá Ward, muito agradecida por complementar com essa informação. ♡

  3. Bruna
    28/12/2016 at 18:28 — Responder

    Adorei seu post estou pensando em ir agora em janeiro será que terei sorte de encontrar a cachoeira Santa Bárbara como nas suas fotos, pois alguns amigos disseram que agora não é uma boa época pra ir visitar lá

    • 08/01/2017 at 22:14 — Responder

      Olá Bruna, não sei te falar como vai encontrar a cachoeira e como falei no post os melhores meses são entre maio e setembro, na época de seca. No entanto você pode se surpreender e encontrar a cachoeira como nós encontramos (e ainda estava chovendo!)

  4. Bruna
    10/12/2016 at 15:04 — Responder

    Olá,voce disse que de Cavalcante a comunidade é 22km de estrada de chão,sabe me dizer como é essa estrada?vou de veículo próprio mas estou com medo de ser uma estrada muito ruim e estragar meu carro…bjs

    • 14/12/2016 at 20:19 — Responder

      Oi Bruna, não sei te falar como está a condição da estrada porque estrada de terra é muito vulnerável às mudanças climáticas. De modo geral não é uma estrada ruim, mas já fui em época de chuva que alguns carros não conseguiram chegar até lá.

  5. […] um lugar único por causa das cores da água que variam entre turquesa e verde esmeralda. Olha aqui um guia bem detalhadinho de como […]

  6. […] único por causa das cores da água que variam entre turquesa e verde esmeralda. Olha aqui um guia bem detalhadinho de como […]

  7. Carol
    30/09/2016 at 13:29 — Responder

    Olá, tudo bem.
    Vou me hospedar em Alto Paraíso e gostaria de saber se é fácil o acesso para Cavalcante sem carro. Há ônibus por lá?

    Obrigada

    • 30/09/2016 at 21:39 — Responder

      Olá Carol, sem carro é um pouco mais complicado. Não tem ônibus direto para Cavalcante e o horário é super específico, o ideal é pegar uma carona ou ir de carro.

      Beijos e boa viagem!

  8. Polly
    19/09/2016 at 10:23 — Responder

    Cris bom dia! Quero muito conhecer esse lugar… Sabe me dizer se tem excursão saindo de Goiania ?

    • 30/09/2016 at 22:09 — Responder

      Olá Polly, para chegar lá só com veículo próprio. 😉

      beijos!

  9. 31/07/2016 at 20:34 — Responder

    Cris, quero ir para a chapada final do mês mas estou muito indeciso. A minha grana ta bem curta, vou sozinho e estou preocupado porque vi que para visitar lugares como a cachoeira de santa barbara precisa de carro. Você tem alguma dica de hostel, camping e meio de transporte para aproveitar a chapada com pouca grana?

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