Caraíva: um pedaço de paraíso no sul da Bahia

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Caraíva está localizada no litoral Sul da Bahia, a 65 km de Porto Seguro, e é parada obrigatória para quem visita o estado. As casas coloridas nas ruelas de areia dão charme à pequena vila, que é cercada por um mar azul e por um rio de águas quentes. Caraíva é uma das vilas mais antigas do Brasil, e quem vai quer ficar.

Em Caraíva não entram carros, o acesso é apenas por balsa atravessando o rio. Os carros ficam estacionados à beira do rio em Caraiva II, onde se cobra um valor diário. De um lado, tem-se Caraíva II; atravessou o rio, Caraíva. Os únicos transportes dentro da vila são carroças que servem como “táxi”.

Conheça Caraíva, no litoral sul da Bahia

Mesmo “isolada”, não se iluda! No verão, a vila com pouco mais de 500 moradores, chega a receber aproximadamente 30 mil visitantes. Ou seja, se você busca tranquilidade vá na baixa temporada.

Caraiva

A energia elétrica só chegou ao local em julho de 2008, apenas nas casas e estabelecimentos, na rua não há iluminação pública. Devido a pouca luz, durante a noite é possível ver no céu um espetáculo estrelado. Por muitos anos Caraíva só era frequentada por hippies e grupos mais alternativos. Atualmente, é um dos locais mais visitados da Bahia e acolhe todas as “tribos”.

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Praias

Em Caraíva você encontrará praias desertas, praticamente intocáveis e muitas delas de fácil acesso. Várias praias formam piscinas naturais. No verão a areia fica muito quente e por isso é recomendado caminhar sempre calçado.

Hospedagem

A regra é: reserve antes de viajar, principalmente se for alta temporada. As pousadas são bem simples e ficam lotadas nessa época. O que é comum também é o aluguel de quartos nas casas dos nativos e há também bastante opções de camping.

Alimentação

Prepare o bolso, comer em Caraíva não é barato, principalmente na alta temporada. Uma das justificativas dos comerciantes é a dificuldade da logística do transporte da comida até a vila. Uma alternativa para quem for ficar acampado ou em casas alugadas é cozinhar por conta própria.

Forró 

Baladas não faltam em Caraíva, ainda mais nas férias (como vocês podem perceber,  quase tudo acontece na alta temporada). Vai encontrar música ao vivo em barzinhos à luz de velas, que embalam as noites dos casais; e para os mais baladeiros a dica é curtir a noite no Bar Lagoa. Mas o que domina mesmo é o bom e velho forró pé-de-serra, sempre no Pelé ou no Forró do Ouriço.

CARAIVANA 

A boa música que nasceu em Caraíva. No verão de 2005 seis músicos, de diferentes lugares, se encontraram na vila para fazer “um som”. Da mistura improvisada, na beira do rio Caraíva, entraram para o cenário musical e hoje são referência da música brasileira. O grupo é composto pelo bandolinista brasiliense, Dudu Maia, pelo carioca Fábio Luna (percussão, cantor e flauta), pelos irmãos paulistas Douglas Lora (violão de 7) e Alexandre Lora (percussão), pelo cantor e violonista Alex Souza, também de Brasília, e pelo percussionista e cantor nativo de Caraíva Juninho Billy Joe. Samba, forró, xote e choro fazem parte do repertório. Se o pessoal do Caraivana estiver por lá, não deixe de prestigia-los!

Índios Pataxós

Caraíva está localizada na entrada da Reserva Indígena Pataxó. A aldeia mais próxima é Mãe Barra Velha que fica a 6km da vila. Na aldeia vivem aproximadamente 500 famílias. A maior fonte de renda dos indígenas são os artesanatos e pinturas com jenipapo para os turistas. Para chegar até a aldeia é só caminhar pela praia na direção Norte. Fique atento, pois quando a maré sobe só é possível retornar para Caraíva pela estrada de terra, por um trecho mais longo.

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Dicas

  • Leve dinheiro em espécie. Na vila não existe banco e poucos estabelecimentos aceitam cartão.
  • O sinal de telefone celular é muito ruim. Algumas operadoras não pegam.
  • No mais, desligue-se no mundo externo e aprecie esse paraíso!

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14 COMENTÁRIOS

  1. Olá Cris,
    Estava aqui passeando no teu blog e, não sei porquê, apareceu-me este post de Caraíva. E aí deu uma saudade. Estive em Caraíva há exatamente 12 anos e posso dizer que, na época, foi um dos lugares que mais gostei de conhecer em todo o litoral brasileiro. Tem aquele charme das coisas simples, não é?
    Um beijo grande.

  2. Cris, já foi para Caraíva de carro saindo de Brasília? Queria ir de carro agora em Dezembro. Você indica ir de carro? O trajeto é tranquilo? Sabe dizer se as pistas são duplicadas? Beijo.

    • Oi Layse, fui de carro mas não sei te responder tão precisamente, até mesmo porque as estradas mudam (pra não dizer pioram.. hehe) muito de um ano para outro. Para ter mais precisão dessas informações sugiro procurar em aplicativos de estradas e/ou mapas.
      Grande abraço!

  3. Cris , parabéns pelo blog.. bom de porto seguro conheço quase tudo , menos caraíva por falta de oportunidade, porém tem um lugar depois do rio em caraíva chamado ponta do corumbal um lugar tb p/ esquecer da vida pouco falado mas com a magia e beleza de lugares tranquilos.. para quem gosta de aventura o charme é conseguir alguma casa dos nativos p/ ficar e como disse ainda há hospitalidade e gentileza nas pessoas em pequenos lugarejos….

  4. ola cris, sou eu novamente! : ) para caraíva, tambem é necessario ter carro? consegue se ir de onibus? e já agora, pode-se visitar a aldeia sem problema? seria realmente um sonho , uma grande benção poder ver tamanha beleza cultural. das muitas etnias que ha aí no brasil, quais conheces que sao faceis de visitar? infelizmente não vou poder estar ai na altura do encontro multietnico mas nao queria deixar de poder ver uma aldeia enquanto estivermos ai ! grata !! um abraço

    • Em Caraíva não entram carros. Para chegar até lá você precisa pegar um ônibus até Porto Seguro e de lá, pegar outro para Caraíva. Para chegar na vila é necessário atravessar o rio com uma balsa. Se for de carro, ele ficará em um estacionamento (pago) do outro lado do rio. Sobre a aldeia pode visitar sim, mas já adianto que não é uma aldeia de índios como o imaginário coletivo. Eles vivem em uma pequena vila, em casas simples, como os moradores de Caraíva. No Brasil, não conheço nenhuma aldeia que seja fácil de visitar. Estão em grande parte no Amazonas e o acesso é muito difícil. Mas se você quiser ver (e ajudar) como vivem os indígenas em São Paulo pode entrar em contato com essa ong -> http://www.dentrodomochilao.com/2013/11/intercambio-jovens-indigenas-sao-paulo/

      • boa, obrigada, vou consultar esse site.. o grande intuito desta viagem era fazer voluntariado,tanto em comunidades como social… mas em familia! o que é mais dificil de arranjar..
        é pena não podermos visitar aldeias, mas entendo, e respeito! daí o encontro de culturas ser uma enorme chance de poder estar perto de tantas culturas.. (quem sabe para o ano!)
        essa aldeia pataxó que mostras deve ser bonito tambem.. poderemos ver as pessoas, ouvir historias. temos acesso ao artesanato e pinturas (como nas tuas fotos?) ?

        • Olá Catarina,
          O encontro de culturas é a melhor oportunidade para ter contato com várias etnias e o convívio que você está buscando: ouvir histórias, ver pessoas, fazer pinturas… Inclusive, vocês podem ficar hospedados na aldeia onde ficam os índios. Dá uma olhada nos preços aqui -> http://www.encontrodeculturas.com.br/2015/encontro/aldeia Sobre a aldeia em Caraíva não gere muitas expectativas, ela não é bonita. É uma vila normal, onde os índios moram como pessoas “normais”. Esses índios da foto encontrei em Caraíva mesmo, eles ficam lá vendendo os artesanatos e as pinturas. Durante as datas festivas de Caraíva acontecem “rituais” na aldeia abertos ao público, mas é tudo bem turístico. É interessante ir lá, principalmente o estrangeiro, para desmistificar a ideia de índio que a maioria tem. Não gere muita expectativa com essa aldeia específica. 😉

          Grande abraço!

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