Chapada das Mesas: guia completo para sua viagem

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Você já ouviu falar da Chapada das Mesas? Localizada no estado do Maranhão, é uma das 7 chapadas brasileiras, sendo uma das 4 mais visitadas do país. Apesar de não ser tão conhecida como a Chapada dos Veadeiros (GO) e Diamantina (BA), a Chapada das Mesas vem conquistando seu espaço dentro do turismo nacional e já é considerada uma das mais bonitas do Brasil.

A região da Chapada das Mesas é situada na fronteira com o estado do Tocantins, onde três biomas se encontram: o cerrado, a floresta amazônica e a caatinga. Sua natureza temperada pelos três biomas faz dela um lugar único e muito especial! Por essa diversidade, além da fauna, flora e cachoeiras belíssimas, ao visitar o local, você terá ainda a oportunidade de navegar pelo Rio Tocantins.

O Parque Nacional da Chapada da Mesas abrange uma área de 160.046 hectares, que inclui os municípios de Carolina, Riachão e Estreito:

AFINAL, COMO CHEGAR NA CHAPADA DAS MESAS?

O principal município de acesso para conhecer a Chapada das Mesas é Carolina, uma pequena cidade histórica que oferece a melhor estrutura turística para quem deseja visitar a região. Mas, veja bem, todas as cidades são pequenas, típicas de interior. Não espere locais super badalados, como Lençóis (Chapada Diamantina/BA) ou Alto Paraíso (Chapada dos Veadeiros/GO). As cidades da Chapada das Mesas são pacatas e seguem seu próprio ritmo, comum aos lugares que ainda não foram completamente afetados pelo turismo.

O aeroporto mais próximo fica em Imperatriz e a distância até Carolina é de cerca de 220 km de asfalto. Se for com agência, esse trajeto pode ser incluso no pacote.


Existem voos diretos saindo de Brasília, Belo Horizonte, Belém, São Luís e São Paulo.


MELHOR ÉPOCA 

A região faz calor o ano inteiro, mas as chuvas vão de dezembro a março. Não é comum na região ter o fenômeno chamado de cabeça d’água — conhecido como tromba d’água. No entanto, as cachoeiras podem ficar um pouco mais turvas e afetar a visibilidade dos poços famosos por sua transparência.

Em abril, as chuvas começam a diminuir e a época de seca vai de maio a setembro. Uma observação importante é que em julho, devido às férias, grande parte dos atrativos ficam cheios de visitantes. Alguns deles são de fácil acesso, com muita estrutura (veja abaixo, na descrição dos passeios) e bastante frequentados pelo público local de turismo de massa.

Vista do mirante do Complexo Pedra Caída

PRECISO DE AGÊNCIA PARA CONHECER A CHAPADA DAS MESAS? 

Não. A Chapada das Mesas é um destino onde em muitos dos atrativos você pode chegar facilmente com um veículo próprio, por sua conta. No entanto, se quiser conhecer locais que estão fora da rota clássica e vivenciar a Chapada das Mesas através de uma imersão na natureza, recomendo contratar uma agência de turismo, pois elas oferecem roteiros com trilhas e travessias, te levando às cachoeiras de difícil acesso, como a do Talho, Macapá, entre outras. A Chapada das Mesas abrange uma região enorme e muitos atrativos ainda não são conhecidos.

Poço Azul. No final do dia ele fica com uma tonalidade esverdeada

Para mim, dois pontos foram super vantajosos na escolha de uma agência:

  1. Conheci a região em um feriado de novembro e muitos dos atrativos que visitamos estavam cheios de visitantes. O guia da agência sempre nos levou em horários de contra fluxo. Por exemplo: quando chegamos na Cachoeira do Santuário, ela estava lotada! Se não tivesse ido com um guia da agência, obrigatoriamente teria que ir com um condutor do lugar e precisaria me juntar a um grupão. Indo apenas com o guia da agência, esperamos o grupo ir embora e ficamos na cachoeira sozinhos.
  2. Alguns deslocamentos são distantes, cerca de 100 km a partir de Carolina, e muitos dos trajetos precisam de veículo 4×4 para ter acesso. É uma tranquilidade não ter que se preocupar com direção, sobretudo após um dia exaustivo de trilhas e cachoeiras.

Fiz todos os passeios com o pessoal da Venturas, super recomendo!
Eles trabalham com a melhor agência da Chapada das Mesas.


O QUE CONHECER NA CHAPADA DAS MESAS?

A Chapada das Mesas tem cenários lindíssimos, com cachoeiras, poços cristalinos, formações rochosas únicas e trilhas que te levam até o topo, de onde é possível avistar os imponentes morros “chapados” que dão origem ao nome das Chapadas.

PASSEIOS ClÁSSICOS:

  • Complexo do Poço Azul
  • Encanto Azul
  • Complexo Pedra Caída (Cachoeira Santuário)
  • Parque Itapecuru
  • Cachoeira São Romão
  • Cachoeiras Prata
  • Cachoeira do Capelão
  • Portal da Chapada

COMPLEXO POÇO AZUL

Vamos começar por aquele que é um dos cartões postais da Chapada das Mesas. O famoso Poço Azul fica dentro de um complexo com outras cachoeiras e piscinas naturais. O local é muito bem estruturado, com área de restaurante e hospedagem. Para chegar até as piscinas naturais, existem passarelas suspensas, que exigem pouco esforço. No complexo, encontra-se também a Cachoeira Santa Bárbara, com quase 80 metros de queda d’água. Uma opção é descer a cachoeira de rapel, são 76 metros de descida com uma vista de tirar o fôlego!

A trilha completa tem 700 metros (por trecho) e passa por seis cachoeiras. Caso opte em descer de rapel, você chegará pela Cachoeira Santa Bárbara e fará apenas o trecho de volta.

Nível de dificuldade: fácil
Infraestrutura: banheiros, hospedagem, restaurante, estacionamento, aluguel de equipamentos como snorkel.
Entrada paga (verifique o valor no site)

Cachoeira Santa Bárbara tem esse nome porque dizem que a pedra abaixo da queda parece a imagem da santa.

ENCANTO AZUL

Localizado a apenas 6 km do Complexo Poço Azul, é outro atrativo natural que chama atenção pela transparência da água. Apesar de ter uma estrutura bem mais simples que seu vizinho, o local também dispõe de passarelas suspensas para facilitar o acesso. Uma curiosidade desse poço é que o fundo dele está repleto de cocô de morcegos, que usam as rochas como abrigo. O que não impedirá em absolutamente nada o mergulho nesse paraíso.

Nível de dificuldade: fácil
Infraestrutura: banheiros, bar, mirante e estacionamento
Entrada paga

COMPLEXO PEDRA CAÍDA

Outro lugar com muita estrutura é o Complexo Pedra Caída, onde está a Cachoeira do Santuário, considerada por muitos uma das mais bonitas da região. Nesse local, a estrutura é bem maior, quase um clube. No entanto, apesar de não ser um local isolado, em meio à natureza e roots, a parte natural é realmente impressionante! No caminho para o Santuário, que também é feito por trilhas suspensas de madeiras, passa-se por um paredão com pequenas quedas d’água que surgem de nascentes. Parece um cenário de filme!

Cachoeira Santuário

O local oferece várias atividades, como tirolesa, arvorismo, mountain bike e trekking; além da visitação em outras cachoeiras, como a do Capelão e Garrote. Cada atividade e cachoeira tem um valor de acesso à parte. No complexo, existem mais de 25 cachoeiras catalogadas, sendo 9 abertas para visitação. 

 

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Recomendo subir pelo teleférico que leva até um templo da Pirâmide Mística, local para contemplação e meditação. Confesso que fiquei com um pouco de medo do teleférico e optei em descer pela tirolesa de 1.400 metros. Tem coragem de encarar?

Nível de dificuldade: fácil
Infraestrutura: banheiros, hospedagem, restaurante, estacionamento e atividades extras.
Entrada paga (verifique os valores no site)

Algo muito importante a se dizer é que esses três lugares não estão completamente isolados, imersos no meio da natureza, onde você precisa seguir por uma trilha selvagem para conhecê-los. Pelo contrário, eles são de fácil acesso, com muita estrutura. O Complexo Pedra Caída, Encanto Azul e Poço Azul ficam cheios, sobretudo nos períodos de férias, feriados e finais de semana. A maior parte do público que os frequenta e a estrutura desses locais refletem uma realidade da cultura local. Que sejamos empáticos, principalmente em relação às pessoas que visitam esses santuários, pois muitos terão ali o máximo de contato com a natureza.

Quer fugir do fluxo? Siga as dicas desse post e aproveite ao máximo esses lugares genuinamente belos! A Chapada das Mesas é super democrática e abraça diferentes públicos que queiram vivenciar diferentes experiências. É um tipo de destino que você pode ir com crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Se você é mais dos “rolês” alternativos, menos conhecidos, também é possível chegar até esses lugares.

Mais uma vez, reforço que fui com agência e peguei todos esses lugares vazios, pois o guia local sabia dos horários de contra-fluxo.

CACHOEIRA SÃO ROMÃO 

Com aproximadamente 30 metros de altura, a Cachoeira São Romão fica dentro do Parque Nacional da Chapada das Mesas. O acesso é por estrada de terra, sendo necessário um veículo 4×4. No caminho, é possível ver algumas formações de erosão eólicas, construídas naturalmente pela ação do vento. Da estrada até a portaria são 46 km de terra, em condições precárias. Não se arrisque por conta própria. Também é fácil ficar perdido, já que não existe nenhuma sinalização até a cachoeira.

A Cachoeira São Romão é a maior do estado em volume d’água e é sempre abundante em volume d’água, em qualquer época do ano. Seguindo pela lateral direita, existe uma pequena trilha que leva para a parte de trás da cortina d’água da cachoeira. A sensação é única! Um lugar que te faz sentir (literalmente) a força daquelas águas. Ali também é o habitat de centenas de andorinhas, que vivem atrás da cortina d’água, por isso, as pedras estão cheias de seus cocôs. Recomendo ir de tênis, pois é bem escorregadio.


É possível alugar caiaques para chegar um pouco mais perto da queda.
Respeite os limites de segurança.


Nível de dificuldade: fácil (180 metros de trilha)
Infraestrutura: banheiros, restaurante e aluguel de caiaque.
Entrada paga

CACHOEIRAS PRATA

A trilha até as Cachoeiras Prata é de apenas 250 metros e são cachoeiras mesmo, no plural, pois é um paredão que forma duas cachoeiras do Rio Farinha. Elas têm esse nome devido ao sol, quando está alto, deixar a água com uma tonalidade prateada. Na época da chuva, o volume de água aumenta de tal forma, que essas cachoeiras se tornam uma só. Dá para imaginar?

Esse passeio é feito no mesmo dia da Cachoeira São Romão. Uma parada obrigatória é almoçar na casa do Deuzivan, que é proprietário da terra onde estão as cachoeiras e nativo da região.

Nível de dificuldade: fácil/moderado
Infraestrutura: banheiros, restaurante e redário.
Entrada paga

Almoço para duas pessoas

CACHOEIRA DO CAPELÃO

A Cachoeira do Capelão tem dois acessos: um pelo Complexo Pedra Caída e outro diretamente pela entrada principal da cachoeira. O caminho até chegar ao poço segue um braço de rio, fazendo desse lugar um dos cenários mais bonitos da Chapada das Mesas. O poço tem um contraste de cor amarelado na parte rasa e azul na parte mais funda. Para amantes de pedras, como eu, observem que a cachoeira parece uma turmalina negra gigante.

A dica especial é: após visitar essa cachoeira, aproveite para almoçar na Aldeia do Leão e experimentar um dos melhores peixes da região.

Nível de dificuldade: fácil/moderado
Estrutura: restaurante
Entrada paga

PORTAL DA CHAPADA

Esse é um dos atrativos de mais fácil acesso. A portaria fica ao lado da rodovia e são apenas poucos metros, em uma trilha de areia, até a Pedra Furada com vista para alguns morros da região. Recomendo ir ao nascer do sol, onde o degradê de cores pinta o céu e o fluxo de visitantes é bem mais baixo. 

Nível de dificuldade: fácil
Infraestrutura: nenhuma
Entrada paga

Observe a quantidade de cores do nascer do sol:

Agora, vamos para a lista dos passeios menos conhecidos, porém não menos importantes. Para aqueles que gostam de vivências na natureza e curtem conhecer os lugares lado “B”, você irá se surpreender com a quantidade de atividades que pode fazer na Chapada das Mesas, além dos passeios clássicos. Alguns são:

  • Cachoeira do Talho
  • Trilha do Tributo
  • Barco no Rio Tocantins

CACHOEIRA DO TALHO

O difícil acesso faz dessa cachoeira um dos lugares mais especiais para conhecer. Cercada por uma mata nativa, parece um cenário de filme de fadas. Dois pequenos poços formam uma piscina natural que esconde uma queda d’água que desce entre paredões esculpidos pela água. Um dos melhores banhos da Chapada!

Nível de dificuldade: moderado/difícil (com descida íngreme)
Infraestrutura: nenhuma
Acesso apenas com guia local

TRILHA DO TRIBUTO

Se você gosta de trekking, não deixe de fazer essa trilha, ela imperdível! Essa é uma das trilhas no cerrado dentro do Santuário Ecológico Torre da Lua. São 11 km em contato direto com a natureza, contemplando várias formações rochosas com uma das melhores vistas da Chapada. A Torre da Lua está no Tocantins, bem na divisa dos estados. É tão próximo que é possível avistar o Maranhão, de um dos mirantes.

Todo o percurso da trilha dura aproximadamente 6 horas, incluindo paradas em alguns mirantes de onde também é possível avistar o Rio Tocantins. Após a trilha, não deixe de tomar um banho Rio Matrinchã.

Nível de dificuldade: difícil
Infraestrutura: casa de apoio com quartos para pernoite, cozinha e banheiros
Acesso apenas com guia local

PASSEIO DE BARCO NO RIO TOCANTINS (PÔR DO SOL)

De todos, esse foi o meu preferido. Após a Trilha do Tributo, voltamos para Carolina em uma embarcação típica da região, navegando 25 km pelo Rio Tocantins. No caminho, existem paradas para banho no rio e ainda aluguel de pranchas de stand-up para ir até a Pedra Encantada.

Muitas pessoas não fazem ideia que o Rio Tocantins fica na divisa do Maranhão, menos ainda que ele pode ser visitado em uma viagem à Chapada das Mesas. Certamente, esse é um grande diferencial das outras Chapadas.


O Rio Tocantins é o segundo maior do Brasil e nasce no estado do Goiás, passa pelo Tocantins, Maranhão e Pará, até chegar à foz do Amazonas, onde deságua.


 

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MONUMENTO NATURAL DAS ÁRVORES FOSSILIZADAS (MNAFTO)

Esse é outro passeio que fica no Tocantins, mas é mais fácil chegar pela Chapada das Mesas. A unidade de conservação MNAFTO existe desde 2015 e foi criada para a preservação e pesquisa da mais completa floresta fossilizada do mundo. Ela está localizada no distrito de Bielândia, na região norte do estado do Tocantins, e é um passeio super diferente, sobretudo se você gosta de paleontologia.

Não vá na expectativa de encontrar uma floresta em pé. É uma caminhada para observar resquícios paleontológicos de uma floresta que existiu no Período Permiano da Era Paleozóica, entre 250 e 295 milhões de anos atrás, anterior aos dinossauros. É algo bem diferente para conhecer.

As árvores fossilizadas são chamadas popularmente de “paus de pedra”. São fósseis de caules e folhas, como os fragmentos das samambaias arborescentes, que foram se decompondo com o tempo e se tornaram pedras ao serem preenchidos com minerais. É algo de um valor imensurável e até difícil de explicar. 

Toda a área ocupa cerca de 32 mil hectares, mas infelizmente existe abandono e falta de interesse público em preservar tamanha riqueza. Atualmente, o local é visitado, em grande parte, por geólogos, historiadores e pesquisadores. No entanto, também é aberto ao público, mediante agendamento prévio.

Saída de campo: diariamente, das 8h às 12h – das 14 às 18h.
Entrada: gratuita / necessita de agendamento prévio
Acesso apenas com condutor local

Fragmentos das samambaias arborescentes. Consegue ver a folha?
Árvore fossilizada

QUANTOS DIAS É NECESSÁRIO PARA CONHECER A CHAPADA DAS MESAS?

5 dias são suficientes para conhecer os principais atrativos da região. Fiquei 7 dias, mas, se ficasse por mais tempo, ainda teria muito para conhecer além dos passeios clássicos. Não recomendo dividir a viagem com outros destinos, como o Jalapão ou Lençóis Maranhenses. A Chapada das Mesas é um lugar que merece ser visitado com calma, pois ela tem muito o que lhe mostrar.

ONDE HOSPEDAR?

Recomendo ficar em Carolina, que é porta de entrada da Chapada das Mesas. A cidadezinha é muito charmosa e minha hospedagem foi na Pousada dos Candeeiros, localizada no centro histórico. A pousada é um antigo casarão do século XIX, tombado como patrimônio histórico. São 42 apartamentos distribuídos em categorias standard, superior e luxo. Os quartos não são luxuosos, mas são muito confortáveis. Todos possuem ar condicionado, frigobar, televisão, Wi-Fi e a diária inclui o café da manhã.


Se der tempo, viste o Museu da cidade.
Aberto de terça a sábado, das 9h às 12h e das 15h às 18h.


ONDE COMER?

Lembre-se que a cidadezinha é do interior. Além da pracinha no centro, onde está grande parte dos restaurantes, as opções são limitadas. Lugares que recomendo:

  • Aqui Açaí: o verdadeiro açaí do Pará, no Maranhão;
  • Chega Mais: um jantar à margem do Rio Tocantins;
  • Espaço Gourmet: para comer bem e curtir o movimento da praça.

INFORMAÇÕES RELEVANTES PARA SUA VIAGEM:

  • Leve roupas leves e calçados confortáveis.
  • Repelente será fundamental na Trilha do Tributo.
  • Chapéu é indispensável na visitação no Monumento Natural das Árvores Fossilizadas.
  • Aproveite a água, a temperatura é maravilhosa. Não é nem um pouco gelada.
  • Bancos em Carolina: Banco do Brasil, Bradesco e Banco da Amazônia.
  • Sinal de celular: a melhor operadora é a Claro.
  • A maior parte dos estabelecimentos aceitam cartão.
  • Faz calor o ano todo, a média é de 35 graus.
  • Fiz todos os passeios com a Venturas Viagens.
Rio Tocantins

CURIOSIDADE

O Parque Nacional da Chapada das Mesas é uma das poucas Unidades de Conservação no Brasil que têm pessoas morando. Isso se dá ao fato do parque ter sido criado somente no ano de 2005, em um local onde já viviam mais de 100 famílias, em terras que herdadas de seus bisavós. São pessoas que nasceram e foram criadas ali. O parque ainda está sendo implantado e, embora o plano de manejo inclua a desapropriação dessas pessoas, por falta de verba para desapropriação elas continuam vivendo dentro do que hoje é o Parque Nacional, mas precisam obedecer às regras que restringem, por exemplo, a criação de áreas de pasto ou o uso de qualquer maquinário na agricultura. Ainda não existe um prazo para a desapropriação, mas essa é uma realidade que assombra os moradores que hoje também conseguem viver do turismo em áreas onde existe visitação, como a Cachoeira Romão e Cachoeiras Prata.

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