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Vamos conversar um pouco sobre empatia viajante?! Quando estamos viajando a melhor parte da viagem é conhecer tantas pessoas diferentes que cruzam nosso caminho. Pessoas que “na vida real”, talvez, nunca nos encontraríamos. Querendo ou não, a vida cotidiana sempre nos apresenta pessoas com afinidades, pensamentos e ideologias comuns.

Afinal, depois de um dia cansativo de trabalho quem vai querer conhecer uma pessoa de verde, se pode se juntar com a turma de vermelho, que não gosta do de azul? Mas viajando é diferente. Não sei o que acontece, onde a chave vira, que nos tornamos seres mais empáticos e tolerantes. Parece mágica, mas as pessoas que conhecemos nas viagens nos conectam de outras formas. As diferenças são deixadas de lado e opiniões divergentes respeitadas. Já perceberam isso? ⠀⠀

Empatia Viajante

Uma vez, durante uma viagem no Deserto de Atacama, conheci um viajante muito diferente de mim. Desses que não tem absolutamente nada em comum. Eu, no meu lugar do senso comum poderia simplesmente me afastar e esperar uns dias até ele ir embora e esquecer que o conheci. É uma realidade. Afinal, não dá para lembrar de todo mundo que conhecemos viajando e a memória vai trabalhando com uma seleção natural. Têm tantas pessoas parecidas para se juntar, por qual razão escolher  “o diferente”?

Escolha o diferente.

Precisamos reaprender conviver com as diferenças e ter mais empatia pelo outro. Sobretudo, porque não sabemos de suas histórias e os caminhos que levam às suas escolhas. Viajantes se adaptam mais facilmente ao novo, estão mais abertos para aprender e escutar. É aí que está o pote de ouro!

Em vez de me armar a cada argumento que não gostava eu o acolhia e mostrava o outro lado. Com o tempo percebi nele um ser muito humilde, com uma pureza enorme. Percebi também, o quanto era radical em algumas das minhas opiniões e como ele me acolhia, mesmo que não concordando. As nossas diferenças não eram evidentes quando estávamos com outros viajantes, quando comemorávamos juntos as conquistas um do outro ou quando íamos para as festas. Dessa forma, penso que o maior aprendizado é conseguirmos levar para a vida cotidiana esse respeito e tolerância que temos quando estamos viajando.

Não troquei nenhum contato com esse viajante e é bem provável que não o encontre mais. Mas o tempo que passamos juntos vi que realmente a felicidade só é real quando compartilhada, melhor ainda com seres diferentes. O que você achou dessa matéria sobre empatia viajante?! Curtiu?! Então deixe o seu comentário logo a seguir. Para saber mais sobre esse lugar clique aqui.

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