​​3 motivos imperdíveis para conhecer Pirenópolis

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Pirenópolis uma das cidades históricas mais charmosas do estado de Goiás é tombada pelo IPHAN em 1989 como Patrimônio Paisagístico e Histórico Nacional. Em meio ao Cerrado goiano possui relevante conjunto arquitetônico e urbanístico de seu Centro Histórico.

Pirí, como é apelidada, está localizada a aproximadamente 150 km de Brasília e é um registro da história, com casarões simpáticos e arquitetura barroca para lá de pirenepolina. Além das belezas históricas, Pirenópolis também é cheia de riquezas culturais e naturais. A cidade possui cachoeiras abertas à visitação, reservas ecológicas, festas típicas, artesanato próprio e rica gastronomia.

Viajar no tempo da História e da Arquitetura

Pirenópolis é uma viagem que vale a pena, além de ter as atrações de ecoturismo e turismo de aventura é uma cidade charmosa, acolhendo o turista em seu centro histórico ainda com ruas de paralelepípedo.

O passeio a pé é tranquilo e sempre acabamos em frente de uma pracinha diante das igrejas, que encantam pelas delicadas fachadas de um barroco bem diferente do mineiro, tudo muito conservado e colorido. As igrejas foram construídas ainda no século XVIII, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário (1728), a Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1750) e a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (1750), todas com histórias da mão de obra escrava que as e a dedicação dos moradores em conservá-las.

Nesse mesmo programa de passeio sem compromisso, vale conhecer a Casa de Câmara e Cadeia, transformada em Museu do Divino, ilustrando uma das festas mais importantes de Pirí. E ainda tem o Cinema e o Teatro Pirineus, construção Art-Decô com “cara de cinema”! No passado era o verdadeiro atrativo desses lados do Goiás, vinha gente de todo entorno rural para assistir os filmes, chegavam a pernoitar na cidade para não perder as matinês. Nos dias de hoje ainda recebe vários festivais.

A ponte sobre o Rio das Almas também tem histórias curiosas, não só por ter sido construída por um morado cuja a casa era a única do outro lado da Igreja do Carmo, mas por estar em sua terceira construção, sendo que uma vez tombou com o peso do caminhão que carregava as madeiras para seu restauro. Além de diferente e linda, tem uma vista privilegiada para o Rio das Almas, que ao cortar Pirenópolis faz da cidade mais especial.

Experimentar o lazer Cultural 

Claro, ir a Pirenópolis é provar as delícias da Rua do Rosário, conhecida como a Rua do Lazer, é tomada por bares e restaurantes que oferecem do melhor da comida tradicional goiana como o arroz com pequi, a pamonha, o empadão, a guariroba, a paçoca e os doces. Não deixe de prova aa tradicional panelinha do Cerrado, no restaurante da Dona Cida. A melhor!

Até porque, Pirenópolis recebe ainda grandes festivais de gastronomia, como o Festival Gastronômico, o Flipiri – Festa Literária de Pirenópolis, o Canto da Primavera – mostra de música, o Piri Jazz Festival e o Photopirenópolis – festival de fotografias.

Mas o destaque vão para as festas religiosas como a Festa do Divino e as Cavalhadas, na época de Pentecostes (geralmente entre maio e junho) tradicionais na cidade por reunirem o colorido das brincadeiras populares expressadas em danças, nas meninas vestidas de Jardineiras e os famosos Mascarados, contando uma história antiga entre a rixa dos mouros e cristãos. A Festa do Divino dura doze dias e junto com ela veem as feiras e os shows folclores.

Foto: Lucia Costa

Mas se a procura é por retiro e espiritualidade, Piri abriga o Mosteiro Zen Eishō-Ji, localizado na Várzea do Lobo, a 40 km do centro histórico. O Mosteiro fica num santuário ecológico com 8 cachoeiras. Deixe a vida mundana para trás e se jogue nessa aventura zen! Ou apenas conheça a Mitologia das Cachoeiras do Dragão, fundamento zen budista de transformação conta por analogia as a história da Carpa que vira Dragão após subir as oito cachoeiras do santuário,  trabalho árduo do praticante zen.

Visitar as Cachoeiras e Parques Ecológicos

Pirenópoles tem uma localização privilegiada e atrai turistas do mundo todo, principalmente por causa dos atrativos naturais. Um dos atrativos é a Reserva Ecológica Vargem Grande, com trilhas que dão acesso às cachoeiras do Lázaro e Santa Maria, e ainda possui a Cidade de Pedra, uma área de 600 hectares com diversas formações rochosas com cânions, labirintos e paisagens incríveis – a maior cidade de pedra do Brasil!

Um pouco mais distante, uns 20km, tem o Parque Estadual da Serra dos Pirineus, com exuberante vegetação do cerrado e opções de turismo de aventura como montanhismo, mountain bike, rafting, rapel e boia-cross, organizados pelas agências locais.​​ Além de dois picos de vistas panorâmicas – o Pico dos Pirineus, com 1.385 metros e Morro Cabeludo, com 1.350, boa opção para fazer uma de trilha.

Santuário de Vida Silvestre de Vagafogo oferece opções de ecoturismo, educação ambiental e produção de alimentos servidos no casarão da Fazenda Babilônia, construídas por escravos no século XVIII. 

Mas são muitas cachoeiras na região, para vários estilos de aventureiros, dos que gostam de trilhas mais leves até as mais pesadas! Algumas com trilhas de horas, já outras com estacionamento para carros, banheiros e restaurantes. Tem a Cachoeira Nossa Senhora do Rosário, Cachoeira da Meia Lua, Cachoeira do Abade, Cachoeira das Araras, Cachoeira da Usina Velha, Cachoeiras do Bonsucesso, Cachoeira do Lázaro, Cachoeira Santa Maria, Cachoeira Paraíso, Cachoeira do Coqueiro, Cachoeira Garganta, Cachoeira das Andorinhas, Cachoeira do Lobo e Cachoeira Renascer. 

Foto: Lucas Katayama

Onde hospedar

Apesar de pequena, a cidade tem ótima estrutra para atender os visitantes e dispõe de muitas opções de hospedagem. Dos lugares que fiquei, recomendo o Hostel 7 e a Estância Agnus Dei. A primeira opção é um tipo de hospedagem mais descolada, mas para quem quer economizar e ficar bem localizado. O Hostel 7 tem ótima avaliação no Booking.com e um dos pontos mais bem avaliados é a localização. Além de quartos compartilhados o hostel também disponibiliza quartos privativos. Você pode fazer a reserva por aqui -> Hostel da Rua Direita.

Já a Estândia Agnus Dei, fui com meu pai para comemorar o aniversário dele. Estávamos buscando um lugar sossegado, longe do burburinho da cidade e foi uma ótima escolha! O lugar guarda a energia e ritmo do interior. O casarão antigo hoje é o hotel fazendo, administrado pelos simpáticos proprietários do lugar. O destaque vai para o café da manhã DIVINO, estilo continental, com muitas opções de pães, biscoitos, sucos, frutas, geleias. E detalhe: quase tudo é feito e/ou colhido lá. É uma ótima de hospedagem para a família e casais. -> Faça a reserva por aqui!

Estância Agnus Dei
CRIS é viajante e durante as viagens não consegue atualizar o blog, apenas as mídias sociais. E quando não está viajando falta tempo para a quantidade de conteúdo que gostaria de postar. Aí chegou MARIA para ajudar! Amiga da Cris mais de 10 anos, mãe de Luzia, contribuí na pesquisa e elaboração dos textos. Ela traz as informações gerais e curiosidades; e Cris seu relato a partir das vivências da viagem e também, os detalhes técnicos. E esse post foi feito assim, de forma colaborativa, pelas duas.

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