Não se sinta mal por não estar viajando

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Esse ano viajei pouco, visto que sou uma blogueira de viagem e vivo disso. Depois de quase 3 anos viajando de algum lugar, escolhi pausar as viagens e recolher-me. Ficar um tempo reclusa, em silêncio, praticamente off-line… Eu refiz meus planos e os desfiz no dia seguinte. Acompanhei virtualmente outros viajantes com uma vontade louca de largar tudo e voltar colocar o pé na estrada. Mas meu tempo exigia pausas. Fiz uma lista de desejos dos próximos destinos e joguei fora, pois eles mudavam a cada novo sono.

Estar em paz consigo mesmo sem estar viajando

Eu amo acordar em um lugar e não saber qual será o destino do dia seguinte. Adoro buscar o melhor lugar para ver o nascer e o pôr do sol. Me encanto com coisas simples como sentir o cheio dos lugares, de olhar as estrelas e dançar com os nativos suas danças típicas. Tenho o desejo enorme de conhecer muitos lugares. Viajar alimenta minha alma… Eu sou assim.

Constantemente recebo mensagens de pessoas me pedindo dicas de como viver viajando, ser nômade, desapegado… Mas não tenho essas respostas e tão pouco acredito nessas fórmulas prontas. Acredito na capacidade (e criatividade) de criarmos nosso próprio caminho. É algo intrínseco, que vem dos nossos ancestrais. Quando chegar o momento você encontrará o melhor caminho e sem perceber estará vivendo seus sonhos.


Outros irão descobrir que não podem e nem querem ter essa vida. Demorei muito tempo para admitir isso: viajar não é fácil e não é para qualquer um. Mas não se preocupe, está tudo bem também.

O mais importante é reconhecer a simplicidade do dia a dia como uma dádiva. Se você não é feliz na sua vida “normal”, o estado de felicidade viajando será passageiro. E pior que enganar os outros é enganar a si mesmo. Não se engane. Seja feliz agora, onde estiver; viajando ou não.

Reflita.

Dá uma olhada nesses outros textos:

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❊  Ninguém é melhor que você porque viaja o mundo

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Brasiliense, turismóloga, blogueira, mulher medicina, admiradora das brincadeiras populares e dos simbolismos étnicos. Sol e lua em sagitário, adora banana, cachoeiras, rios e mar. Não viaja sem seus óleos essenciais, não recusa um convite para dançar e acredita que o abraço cura.

6 COMENTÁRIOS

  1. Adorei o texto Cris!

    Esse é um ano que estou viajando bem menos do que o habitual também. Mas antes quando isso acontecia ficava pilhado, ansioso… Esse ano não, muito pelo contrário…

    Estou aproveitando para colocar as coisas em ordem, aprender algumas coisas que vivia adiando… Enfim, aproveitando outras coisas que antes passavam desapercebidas por mim!

    Abraço

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