Vale do Pati: tudo o que você precisa saber antes de fazer a travessia

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Considerado um dos locais mais bonitos do mundo para a prática de trekking (atividade de fazer caminhada em meio à natureza), o Vale do Pati guarda belezas únicas em uma região ainda pouco explorada pelos brasileiros.

Vale do Pati

Campos verdes, cânions, rios, cavernas, morros, formações rochosas gigantes e várias quedas d’água escorrem entre penhascos formando cachoeiras belíssimas. Esses são alguns dos cenários que irá encontrar por lá!

Vale do Pati

Vale do PatiCAMINHADA/NÍVEL DE DIFICULDADE

O Vale do Pati está situado no Parque Nacional da Chapada Diamantina, Bahia, e só é possível chegar caminhando. São necessários, no mínimo, 3 dias para conhecer os principais atrativos.

Desbravar esse imenso vale requer esforço físico para encarar longos dias de caminhada, repletos de subidas e descidas, algumas muito íngremes. No entanto, é totalmente possível para qualquer pessoa, de qualquer idade, com resistência e condicionamento físico. O mais importante é reconhecer os seus próprios limites de caminhada. Se for uma pessoa sedentária, sugiro uma preparação.

  • O nível de dificuldade do Vale do Pati é moderado a difícil.
  • A distância percorrida no dia dependo do roteiro escolhido, mas em geral caminha-se 16 a 20 quilômetros por dia.

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Vale do PatiTRILHAS/COMO CHEGAR

Existem várias opções de acesso, sendo as mais conhecidas pelo Guiné, Vale do Capão e Andaraí. Devido à extensão do vale, recomenda-se contratar um guia por agência ou nas associações de cada município. O roteiro vai depender de quantos dias pretende ficar no Vale do Pati.

Saindo de Lençóis, o tempo de estrada até Guiné até o começa da trilha leva em torno de 2h (grande parte de terra). Se for de carro próprio terá que deixá-lo no estacionado e voltar pelo mesmo caminho.

As travessias sempre incluem visitas em atrativos como Morro do Castelo e Cachoeirão por cima. Contratando uma agência está incluso café da manhã, lanche de almoço, janta e hospedagem na casa dos nativos.

Esteja preparado para fazer trilhas longas com muito desnível. Nesse mapa do Wikiloc é possível ver, no canto inferior direito, como a trilha tem trechos íngremes, chegando até 1.470 metros de altitude.

Vale do Pati
Essa foi a trilha de 3 dias que fiz na minha segunda vez no Pati, saindo e voltando pelo Guiné.
  • Como chegar em Lençóis? voo ou ônibus até Salvador > ônibus ou carro até Lençóis (localizada a 430 km da capital).

Vale do PatiHOSPEDAGEM

Atualmente, as poucas famílias que continuam no Pati vivem do turismo, recebendo os trilheiros em suas casas simples, porém muito acolhedoras. Eles oferecem estrutura necessária para descansar e seguir caminhando. Em alguns lugares, como a Igrejinha, é possível acampar e fazer comida em uma cozinha coletiva.

Vale do Pati
Quartos compartilhados
Vale do Pati
Hospedagem do Sr. Wilson e D. Maria

As hospedagens têm o mesmo preço e seguem praticamente o mesmo padrão — exceto as que disponibilizam área de camping. Os quartos são coletivos com camas beliche, roupa de cama e toalha.

O banho é frio. Se tiver sorte, pode conseguir água morna do aquecedor solar de algumas casas. No entanto, dependendo da quantidade de pessoas e o horário que for tomar banho, pode ser que não consiga. A energia que vem de placas solares também é direcionada para as tomadas que ficam à disposição do visitante.

A hospedagem já inclui café da manhã, servido às 7h, com muitas opções de frutas, suco, bolos, pães feitos na hora,  etc. A janta é servida às 19h com opções vegetarianas. A comida é super farta, com arroz, feijão, vários tipos de legumes, tubérculos e até feijoada. Toda a comida é preparada no local e a maioria dos alimentos cultivados pelos nativos.

  • Desconecte! Não existe sinal de telefone no Vale do Pati.
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Mercadinho da Igrejinha

Vale do Pati

Em alguns lugares, como na Igrejinha, tem um mercadinho que vende pilhas, itens de higiene pessoal, enlatados, macarrão, frutas e até cerveja. Os preços são mais altos, pois os nativos trazem tudo caminhando ou com o auxílio de mulas, já que a única forma de acesso. Para se ter uma ideia, uma cerveja de latinha custa de R$7 a R$10.

  • Leve dinheiro em espécie, de preferência trocado.

Os nativos chegam caminhar até 5 horas para comprar na vila mais próxima.

Vale do PatiIR SEM GUIA

Não faça travessias ou trilhas longas sem acompanhamento de guias ou pessoas que conheçam o lugar. O resgate no Pati é muito difícil pela dimensão do Parque e muitas pessoas já se perderam ali. Lembre-se que sinal de telefone não pega dentro do vale.

Além disso, os guias tem enorme cuidado com o local e muitos deles são descendentes de antigos moradores do Vale do Pati. Os guias sabem quais trilhas devem seguir, sem criar novos caminhos; sabem quais rios podem nadar, sem assorear uma nascente; sabem quais pedras subir, sem causar deslocamento de rochas… Para eles, o Vale do Pati é mais que um patrimônio natural. É um santuário vivo.

Outro motivo de ir com guia é conhecer a história, que é realmente surpreendente! Naquele lugar, praticamente isolado e de difícil acesso já moraram mais de 3.000 pessoas na época da extração de diamante. É uma oportunidade única para entender e vivenciar a cultura e história da região.

Vale do Pati
Os guias sabem os locais de nascente para abastecer as garrafas de água.
Por mais consciente e amoroso que você seja com o meio ambiente, alguns impactos são inevitáveis, mesmo tomando todos os cuidados. Infelizmente, muitos visitantes são contra a contratação de guias, e acham que contratá-los afetará a viagem “roots mochilão”. Pense bem… Não é acampando em grutas e cachoeiras, fazendo fogueiras ou criando novas trilhas que irá preservar o lugar. Se você está lá, já está impactando. E sem saber, poderá estar degradando igual, ou até mais, que o viajante que contrata um guia local.

Vale do PatiMELHOR ÉPOCA

Cada época do ano têm seus encantos e surpresas. O ciclo natural das chuvas vai de novembro a junho, e nesse período as cachoeiras e rios ficam mais cheios. No entanto, as estações chuvosas estão bastante irregulares (ainda mais nesse clima cada vez mais confuso). Na época de seca, que dura em média 3 meses, de abril a outubro, o volume de água diminui e as cachoeiras ficam com finos filetes de água. Alguns atrativos como a cachoeira Cachoeirão podem não ter água. Nessa mesma época, devido à posição do sol, a incidência dos raios nas águas do Poço Azul proporciona um efeito maravilhoso, tornando suas águas ainda mais transparentes. No período da quaresma (entre março e abril) o Vale do Pati fica colorido de roxo, com as quaresmeiras espalhadas por todos os lugares. Já no São João, carnaval e réveillon os visitantes são recebidos na casa de Dona Raquel com o famoso forró pé de serra dos “Filhos de Raqué”. Ou seja, em qualquer época do ano você será surpreendido com algo diferente. 

  • Por ser um vale, a região um microclima bem instável e o tempo pode mudar de uma hora para outra. É comum chegar em um lugar completamente nublado e depois de alguns minutos ter sol.

Vale do Pati

Vale do Pati

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Vale do PatiO QUE LEVAR 

Antes de mais nada: você vai carregar sua mochila todos os dias. Seja prático e leve apenas o necessário. Acredite, depois de 2 horas de caminhada a sensação do peso da mochila dobra.

Recomendo uma mochila de no máximo 30 litros (com capa de chuva). Das duas vezes que estive no Pati levei mochilas bem pequenas, de 20 litros, não me faltou nada e usei tudo que levei. Esqueça o “se eu precisar” e coloque na mochila o que realmente vai usar. Uma dica é levar peças que podem ser repetidas, como shorts e calças.

  • Se estiver viajando com um mochilão acima de 30 litros ou mala, veja se na hospedagem disponibilizam locker para deixar a bagagem e leve apenas a mochila de ataque (que é a menor).
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Mochila de 20L: tudo que levei para a travessia de 3 dias.

Checklist de itens essenciais:

❏ Bota ou tênis amaciados. Nunca faça trilhas com calçados novos! Se for impermeável é melhor, alguns trechos atravessam rios.

❏ Meia

❏ Chinelo

❏ Roupas leves para caminhada (não use jeans)

❏ Roupas de banho

❏ Agasalho

❏ Capa de chuva ou anorak

❏ Protetor solar

❏ Cantil ou garrafa. Ao longo do caminho ele será reabastecido com água de nascentes e na casa dos nativos. Acostume-se em beber água com coloração amarelada, é normal na região.

❏ Chapéu ou boné

❏ Lanches para comer durante o caminho: castanhas, frutas secas, frutas, barras de cereal, pão

❏ Saco de lixo. No Vale do Pati não tem coleta de lixo, seja responsável pelo seu lixo.

❏ Lanterna, de preferência de cabeça

❏ Itens de higiene pessoal

Opcionais: 

❏ Bastão para caminhada.

❏ Tensor para o joelho (se tiver algum tipo de lesão).

❏ Óculos de sol.

❏ Canga

  • Se for ficar na casa dos nativos não precisa levar toalha.

Vale do Paticomidas

Ao contratar uma agência ou um guia pela associação, a janta e café da manhã estão incluso. Algumas agências também oferecem o lanche/almoço durante a trilha, mas cada grupo é organizado de uma maneira diferente. Na minha segunda vez no Pati levei o lanche do almoço, que não estava incluso no pacote. Outra possibilidade, mais econômica, é fazer sua própria comida.

Vale do Pati
Parada para lanche/almoço

Recomendo optar pela janta e café da manhã, o cansaço depois de um dia de trilha é enorme, para chegar e  ainda preparar a comida. Para o lanche do almoço você pode comprar uns snacks (castanhas, frutas secas) e durante o caminho ir comprando pão e frutas na casa dos nativos.

Quando fui para o Pati pela segunda vez para o primeiro dia levei: 2 ovos cozidos, 1 pão com pasta de atum (que fiz na noite anterior), 2 bananas, 1 goiaba, 1 chocolate e 1 potinho com castanhas e frutas secas. Isso foi suficiente para um dia. Nos dias seguintes comprei pães e frutas dos nativos.

  • Dica do ovo cozido para trilhas: esse é o clássico da galera trilheira. Cozinhe os ovos antes de sair, deixe com casca e enrole em um papel laminado. Com a casca eles demoram mais tempo para estragar e super alimentam.

Vale do PatiPrincipais atrativos

Independente da travessia de 3, 5 ou 8 dias você vai passar por alguns atrativos principais:

Morro Castelo: essa é considerada uma das trilhas mais difíceis do Pati por sua subida íngreme e com muitas pedras. Em alguns trechos é necessário escalaminhar (subir com a ajuda das mãos). A boa notícia é que aqui você não sobe com a mochila cheia, apenas com o necessário e os demais itens ficam na hospedagem. Para chegar em um dos mirantes é preciso atravessar uma gruta de 800 metros de extensão. Uma curiosidade sobre a origem do nome é que foi dado por hippies, que achavam o morro parecido com um castelo. No entanto, para os nativos ele é conhecido como Morro da Lapinha.

Vale do Pati
Caverna do Castelo

Cachoeirão por cima: com 270 metros é a segunda maior cachoeira da Chapada Diamantina e uma das maiores do Brasil. Durante a época de chuva dos paredões caem dezenas de cachoeiras, um espetáculo da natureza!

Vale do Pati

Vale do PatiPREÇO

O preço da diária do guia é tabelado e fica entre R$200 a R$350 por pessoa/dia. O valor total varia de acordo com o tempo de travessia, se tem carro próprio para ir até o ponto de início da trilha, se inclui alimentação e hospedagem nos quartos. Tudo isso é negociado diretamente com os guias e/ou agências.

Recomendação:

  • Agência: Nas Alturas (única empresa da Chapada Diamantina com certificação ISO21101)
  • Guia saindo do Guiné: Carlito (75) 98132-8792 (ele é nativo da região e seus avós moraram no Vale)

Vale do Pati

Vale do PatiHISTÓRIA 

A região da Chapada Diamantina foi habitada pelos índios Maracás, que foram praticamente dizimados no início da colonização portuguesa, quando os bandeirantes viajavam por diversas regiões explorando os recursos naturais. Eles chegaram até a região da Chapada Diamantina, que fica no centro da Bahia, subindo pelo Rio São Francisco. Foi então, que descobriram uma grande quantidade de jazidas de ouro, e em um segundo momento, muito diamante. Após esse período, a região que era vagamente povoada, foi ocupada por garimpeiros e as primeiras cidades e vilas se formaram. Como a terra era muito fértil, os moradores começaram a viver também da plantação de café.
Vale do Pati
A extração de diamantes começou no século XVIII e a fase áurea da exploração durou 25 anos, até o esgotamento parcial das jazidas de ouro e diamante, dando início ao período de declínio. O Vale do Pati conseguiu se sustentar por alguns anos com os cafezais, mas o esvaziamento das cidades consumidoras do produto fizeram com que várias famílias deixassem o local em busca de outras oportunidades. As trilhas percorridas hoje em dia já foram usadas para saída do café. No Vale do Pati era tão povoado que tinha escola e até prefeitura. Nessa época, chegaram viver mais de 3.000 pessoas no Pati; hoje a região abriga pouco mais de dez família e quase todas vivem do turismo. 
  • O Parque Nacional Chapada Diamantina foi criado na década de 80, através do Decreto Nacional n˚91.655 para a preservação, proteção das riquezas naturais e conservação de suas nascentes e biodiversidade. Hoje o parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
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Cachoeira dos Funis

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Vale do Pati

O Vale do Pati me traz o sentimento de gratidão e encantamento! Fui duas vezes: em uma travessia de 5 dias e outra de 3 dias. Nenhuma caminhada foi igual a outra. Lembro da primeira vez, que no auge do meu esgotamento físico, olhava para o horizonte, vi aquela exuberante natureza e só conseguia agradecer. Na primeira vez também, meu joelho “travou” no último dia e desci com muita dificuldade. Dizia para mim mesma que nunca mais voltaria, do tamanho que era minha dor.

Quatro anos depois estava de volta. O retorno foi bem mais suave, as trilhas já não me exigiam tanto e meu joelho não sentiu nada. Claro, que durante esses anos fiz muitas outras travessias pelo mundo e meu corpo já estava bem mais preparado. E dessa vez, fui embora com a certeza que em breve irei voltar, pois ainda quero ver o Cachoeirão com suas dezenas de quedas.

Ele é exuberante, imponente e nenhuma foto conseguirá transmitir o que é estar lá dentro. É preciso senti-lo de perto para viver seus desafios e recompensas. ♥

30 COMENTÁRIOS

  1. Oi Cris! Tudo bem?

    Eu não vim para chapada com a intensão de fazer o vale, mas acabou de surgir uma oportunidade e estou indo fazer de 5 dias, estou com uma mochila de ataque e um mochilão de 40L (com notebook), o problema é que de lá vou fazer um voluntariado no vale mesmo, perto de Andaraí, vou voltar para lençóis só depois de 20 dias. Será que consigo fazer com essa mochila? Isso está me preocupando.

    Gratidão _/\_

    • Olá Danielle, não sei se entendi muito bem sua pergunta. Me corrija se estiver errada, mas você quer saber se é possível fazer com uma mochila de 40L ou de ataque? Se tiver com quem deixar uma das mochilas, eu iria com a menor levando apenas o necessário.

  2. Oie, tudo bem?

    Irei p chapada no final agora de outubro e farei o Pati de 5 dias. Você levou um mochilão pra sua viagem toda e essa mochila de 30 litros com os itens da foto no post p Pati foi isso?

    Muito obrigada
    Beijos

  3. Olá Cris! Adorei o seu relato, fiquei ainda mais apaixonada pelo Vale do Pati! Pretendo fazer esse trekking em setembro/16, e tenho duas dúvidas:
    – Você pode divulgar aproximadamente o quanto você pagou pelo passeio?
    – Pelo que entendi você foi sozinha, certo? Como foi a experiência? Também pretendo ir sozinha, e tem dicas que só conseguimos com quem também já foi sozinha, rs.
    Obrigada, abs

    • Olá Thalita, ganhei um desconto por causa do blog e não lembro ao certo o valor, mas foi uns R$800 com tudo incluso. Fui sozinha e no meu grupo tinham mais 3 outras mulheres que também estavam viajando sozinhas. A experiência foi ótima!

      Grande abraço!

  4. Olá pessoal,

    Muito legal seu post! Tive na Chapada no início de fevereiro e fiz o trekking do Vale do Pati, foram 5 dias de muita felicidade. Realmente é incrível, o lugar tem uma magia especial. Viajei sozinha e contratei o serviço da Agência Chapada Soul, nosso guia foi o Andre e além dele ser muito gente boa, conhecia muito sobre a história e caminhos do Vale, nos guiando com muito bom humor e gentileza por todo percurso. meu grupo tinha eu e mais 4 pessoas, 2 brasileiros e 1 suíça. Para quem quiser visitar a Chapada, qualquer época é boa!!!

  5. Olá Cris, muito bom sua descrição deste trekking. Será minha primeira experiência, sou ciclista, mas não tenho tanta experiência com caminhada. Estou um pouco receosa, principalmente com altura. Tem momentos de escalada ou algo do tipo?

  6. Boa noite, suas fotos estão muito bonitas. Poderia me ajudar: pretendo fazer esse trekking em maio/2016 e na agência que vc fez é fácil montar grupos, porque daí o valor fica mais barato. Se tem muita procura por esse trekking. Obrigado.

    • Olá Leonardo, essas informações quem irá te passar é a própria agência. Não sei te falar… Entre em contato com eles, são super simpáticos. Bom trekking!!!

  7. Muito bom esse texto sobre o Vale do Pati, fui ao vale no período de 04 a 07/08/15, fiquei encantada com a questão ambiental, tudo muito conservado, feliz em não encontrar sacos e garrafas plásticas no percurso. Fomos acolhidos pelos nativos, no qual nos trataram com muito carinho. As refeições são nutritivas, pãozinho feito no dia e as vezes servidos quentinhos. Uma excelente opção para quem aprecia a natureza e gosta de praticar trekking. Tenho 56 anos e encontrei estrangeiros com bebês , isso mostra que não existe idade conhecer esse paraíso brasileiro.

  8. Cris,
    Adorei o relato da sua viagem! Estou pensando em fazê-la.
    Tenho duas dúvidas:
    * Você disse que deixou o mochilão na pousada e usou no trekking apenas a mochila de 20L, certo? Mas a mochila pequena é suficiente para levar coisas necessárias para 5 dias?
    * E você ficou quantos dias no total? Conheceu outros pontos da Chapada? Se sim, quais você recomenda.
    Abraços,

    • Olá Adriana, só levei realmente o era necessário e por isso uma mochila pequena foi suficiente (ainda coube espaço para as comidas). Fiquei 5 dias e passei por Guiné, Mirante do Pati, Igrejinha, Cachoeira dos Funis, Castelo, Cachoeirão por Cima, Fenda da Prefeitura, Cachoeira do Calixto, Cachoeirão por Baixo e Poço Azul.
      =)

  9. Oi Cris,

    Estou indo para o Vale do Pati em setembro e gostei bastante do seu relato e das suas fotos. Observei que você não estava levando sua mochila (ou ela não aparece nas fotos…rsrsrsrs), então gostaria de saber se vc contratou alguém para carregar a bagagem? foi oferecido pela agência? e quanto ao bastão de caminhada, você usou?

    Estou com ansiedade crescente para fazer esse trekking! E ao mesmo tempo com medo de não aguentar! rsrsrs Mas quando vejo as fotos… aaahhh penso: “lá você faz meditação sem fechar os olhos ou sentar! A integração com a natureza é total!”

    Abraços,
    Flávia

    • Olá Flávia, cada um leva a sua. A minha não aparece nas fotos pq tirava antes de fotografar ou em alguns momentos ela ficou no alojamento. Não uso bastão de caminhada pq pra mim, eles atrapalham mais do que ajudam. Mas essa é uma opinião baseada nas minhas experiências. Conheço muitos que usam e adoram! 😀

      Sobre esse treeking eu o recomendo a todos, mas sempre aviso que não é fácil. Como falei no post a caminhada tem desníveis acentuados e exige o mínimo de esforço físico. Além de ser um passeio sem nenhum conforto ou luxo, é tudo muito rústico e simples. Se vc gosta desse tipo de aventura, a recompensa é ter contato com uma natureza exuberante, quase intocável!

      Grande abraço,

      • Valeu pela resposta Cris! Eu tenho um probleminha no joelho, que normalmente reclama em descidas… mas acho que dá para encarar, estou me preparando para essa jornada! Bjos

  10. Cris, adorei o lugar e queria visitá-lo com meu filho de 15 anos.
    Ele não esta acostumado a caminhadas, mas gosta de natureza.
    Que você acha? O trajeto de 3 dias dá para ser feito por adolescente?
    Bejinhos, Adriana

    • Olá Adriana, o Vale do Pati é um trekking médio a difícil, mas conheço pessoas que fizeram a caminhada de 5 dias com crianças e não tiveram nenhum problema. No entanto, essas pessoas são acostumadas a fazer trilhas com os pequenos. No meu grupo fomos com uma americana que nunca havia feito uma caminhada tão longa, mas conseguiu concluir todo o trajeto. Acho que não é questão de idade e sim, condicionamento e disposição para caminhar. Quem poderá te auxiliar melhor será uma receptivo local em Lençóis. Inclusive, podem te oferecer opções de passeios mais leves. =)
      Beijoos, Cris

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